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 Nova Patópolis - A Cidade do Futuro

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agibiteca
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MensagemAssunto: Nova Patópolis - A Cidade do Futuro   Dom 02 Dez 2012, 14:13

Prezados amigos,

Meu nome é Daniel, encontrei este fórum pelo Google quando procurava foruns Disney.

A muito tempo, sinto falta de apenas uma coisa nos quadrinhos Disney... Uma abordagem adulta, com histórias realistas...

Obviamente, nada contra os clássicos, adoro Carl Barks, Don Rosa, DE, AD, Tio Patinhas, etc... E compro todas a mensais... Mas pelo menos uma vez, queria ver algum personagem como um humano, com seus conflitos, dúvidas existenciais, problemas, angústias, etc...

Um dos motivos que para mim a melhor história Disney de todos os tempo é a "Saga do Tio Patinhas", se dá por ela ter sido a que mais se aproximou disto. A infância pobre, o trabalho árduo, a morte de seus pais, o afastamento da família... Tudo isto aproximou o Tio Patinhas de um humano... Mas parou nisto...

Então após diversas conversas sobre literatura com amigos, cheguei a conclusão que se não nos mostram este enfoque, eu teria que criá-lo... A princípio, foi um exercício de criatividade, uma brincadeira, mas depois que a história começou a tomar corpo, comigo enviando para algumas pessoas e eu receber apoios diversos e muitos elogios decidi torná-la séria... Após publicar no blog alguns trechos, os contatos, e-mails e elogios chegavam aos montes...

Desta idéia, nasceu o projeto "Nova Patópolis", uma trilogia de livros virtuais que dará este enfoque que sinto tanta falta...

Tudo começa no presente, em uma cidade nova, que foi reconstruída após um terrível incidente a dois anos atrás... Donald vive angustiado pelas perdas sofridas, tanto pelo incidente, quanto por um fato pessoal um ano depois...

O tempo da história volta e avança, explicando muitas coisas no presente a partir de fatos do passado.

Alguns itens da história neste primeiro livro são:

- Margarida está casada com Gastão
- Donald tem um caso com Ka K, sua parceira da série Donald Duplo. Mas como é um romântico teimoso, está perdidamente apaixonado.
- Os Escoteiros são bem mais maduros, pois trabalharam no resgate das vítimas do incidente
- A mãe de Huguinho, Zezinho e Luisinho está sempre por perto, após ter se divorciado do pai deles
- A deterioração de Maga Patalógica, que de uma pessoa em busca da felicidade, torna-se psicótica

E amarguras, angustias, choro, morte, assassinato, admiração, amor, paixão, esperança, planos de ter filhos, etc, etc, etc...

Eu lancei este livro virtual em parceria com diversos blogs do Brasil e Portugal... Ele está disponivel no A Gibiteca, Gibis Classicos, Chutinosaco, EsquiloScans e até no Quadradinhos Patópolis...

Já conto com mais de 800 downloads e 700 leituras online...

Se alguem se interessar, fiquem a vontade... Estou deixando abaixo algumas prévias (não estão revisadas e não são a versão final, então perdoem possíveis erros)...

Grande abraço a todos,

Daniel

------------------

...Já o general Zezinho teve mais sorte. Na 8° com a 5°, uma moça caída ainda se mexia um pouco.

- Aqui, Recruta João. Ordena Zezinho. - Medição vital.

- Imediatamente, Senhor. Responde o Recruta.

Após dois minutos tensos, onde o Recruta faz três medições, vem o relatório:

- P-Pressão em 6 x 4, Senhor. E caindo. P-Provável Hemorragia Interna. Diz o Recruta, gaguejando.

- Maldição... Pensa Zezinho. - Não podemos fazer nada, Recruta. Pegue meu rádio, fique aqui e requisite resgate aéreo imediato. - Nós vamos continuar, ordena Zezinho a sua tropa.

- Sim, Senhor. Responde o Recruta e a tropa.

...

Dumbela estava voltando na direção de Donald, quando avista a distância os seus filhos. Sem pensar, ela corre em direção aos três e os chama. – Meus queridos, venham cá...

- Mamãe... Gritam os três Generais, que repentinamente perdem a compostura e abandonam a idade mental, voltando a ter a idade real.

Dumbela os alcança, e ajoelhada abraça os três.

- Meus filhos, meus amores... Que dias horríveis vocês estão vivendo. Diz Dumbela chorando muito, beijando cada um e soluçando.

- Mamaaaaaae... É a única palavra que os trigêmeos conseguiam dizer, abraçados a ela e chorando...

...

..A feiticeira estava muito, muito cansada. Isto tudo devia ter acabado a mais de um ano, mas ela continuava se humilhando, voando para longe de casa e tentando conseguir a última moeda.

Ela já havia pensado diversas vezes em abandonar toda esta ideia e aceitar o convite de casamento de um dos velhos e idiotas milionários que a acharam linda. Mas seu orgulho a impedia de ficar rica desta forma então seria do jeito dela e sem depender de ninguém.

Se aquele desgraçado cedesse a ela uma simples moeda, sua vida finalmente faria sentido e todo o sofrimento passado até aqui ficaria para trás. Até mesmo sua infância de abandono nas ruas da Itália, a fome constante, o medo de ser abusada, a perseguição dos comerciantes e o desprezo dos moradores seriam apenas lembranças ruins...

...

...Por último o médico retira o lençol, abre a túnica da paciente e confere os ferimentos. Os pontos no abdômen estavam cicatrizando e sem aparentar infecção. Com todo o cuidado, ele a vira de lado e confere os pontos nas contas na mesma linha do abdômen.

- Daria tudo para saber quem fez uma barbaridade destas com alguém tão frágil. Pensa o médico com uma raiva genuína.

Após fechar a túnica, cobri-la com o lençol e conferir a sonda, o médico se prepara para continuar seu trabalho. O dia do Dr. Patico fica muito mais agradável quando pode ver sua paciente favorita logo de manhã.

- Tchau querida. Despede-se o médico, recolocando o prontuário no lugar e se dirigindo ao quarto seguinte. Claro que ele não espera uma resposta.

Na primeira linha do prontuário, podia-se ler em destaque o nome da paciente: Jane Doe.

...

...Sua melhor recordação daquela noite era a voz suave de Ka K ao seu ouvido dizendo “Você merece muito do mais que isto” um pouco antes de sentir seu corpo junto ao dela em um abraço extremamente longo. A partir daí as lembranças tornam-se turvas, provavelmente por causa do álcool diluído na grande quantidade de vinho tinto consumido. A safra 30 anos do Château Mouton-Rothschild era imbatível.

As roupas que ele encontrou no chão do seu quarto no dia seguinte sujas de terra e grama, amassadas e com marcas de batom por toda a extensão indicavam os acontecimentos subsequentes.

Donald não lembrava claramente como voltou ao hotel e muito menos como ambos terminaram no mesmo quarto naquela noite. Mas acordar ao lado de Ka K com uma terrível dor de cabeça e o corpo cheio de hematomas não foi nada tranquilizante naquela manhã. Alguns poucos flashes confusos dos fatos pioravam bastante o quadro...

...

..A viagem segue tranquilamente por outras ruas até que o ônibus é obscurecido pela sombra de um prédio imenso no alto de uma colina.
- Ah, finalmente a tão falada Caixa Forte da colina Mata-Motor. Exclamou um rapaz do fundo do ônibus.
- Sim, vocês estão vendo um dos únicos prédios históricos em sua construção original. Foi um dos poucos que sobreviveu ao grave incidente de dois anos atrás, explicou a guia.

...

...Abrindo outra página, Patinhas encontra uma história que o deixa emocionado toda vez que lê. “Viajando com meus sobrinhos”
“A maior das alegrias de minhas viagens é mostrar o mundo a meus futuros herdeiros Huguinho, Zezinho e Luisinho. Dumbela teve os melhores filhos que poderia, Donald os criou muito bem e os Escoteiros moldaram o caráter irrepreensível deles.”
“Cada tesouro e cada local visitado, desde as selvas da Índia, a América do Sul e Central, o Oriente Médio só fez sentido quando estava com eles.”
“Afinal, após perder papai e mamãe e me distanciar totalmente de Hortência e Matilda, eles são a minha única família, os filhos que nunca tive.”
Enxugando uma lágrima dos olhos, Patinhas prefere não pensar em nada quanto a isto.

...
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MensagemAssunto: Re: Nova Patópolis - A Cidade do Futuro   Dom 02 Dez 2012, 15:39

Mudei o teu tópico para aqui pois o outro sítio é somente para actividades do fórum Wink
Parece-me um projecto bastante interessante, parabéns ^^ Já fiz download do primeiro volume, quando o ler na totalidade dou-te a minha opinião Very Happy

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MensagemAssunto: Re: Nova Patópolis - A Cidade do Futuro   Dom 02 Dez 2012, 16:04

Olá Phebus...

Desculpe o local errado, sou apenas um forasteiro... hehehehehe... Mas obrigado pela mudança...

E agradeço sim sua opinião após a leitura... Só assim para saber se estou no caminho certo...

Valeu mesmo.

Daniel
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MensagemAssunto: Nova Patópolis Volume 02 - Prévia do Capítulo "Solidão"   Ter 04 Dez 2012, 04:22

Bom dia Pessoal,

Estou deixando hoje a primeira prévia do Volume 02 de Nova Patópolis - Origens.

A história começa com a infância e treinamento da agente especial Ka K.

Grande abraço a todos,

Daniel

...

- Eu sei, eu sei. Me interessa saber se ela serviria. Senão, eu nem a tiro daqui - explica o primeiro.

- Acredito que sim. Como ela tem uma carga de agressividade muito alta, você poderia direcioná-la para um objetivo - diz o segundo, pigarreando.

- Hmmm. Mas eu precisaria fornecer um ambiente idêntico a sua vida passada - comenta o primeiro - Preciso de um casal que a crie como uma filha legítima.

- É verdade. Mas o ideal mesmo seria esperar mais um tempo para ela esquecer completamente o pai e a mãe - diz o segundo.

- E quanto tempo você acha que ela precisa? - pergunta o primeiro, com a mão no queixo pensativo.

- Hoje ela tem quatro anos. Eu esperaria até pelo menos os sete para leva-la para uma nova casa - arrisca o segundo.

- Vou seguir seu conselho. Nestes três anos, encontrarei um casal de agentes que queira uma filha, com o objetivo de treiná-la - conclui o primeiro.

- Como o senhor preferir, Diretor - concorda o segundo.

- Então por hoje é só, Doutor. Muito obrigado - diz o primeiro, estendendo a mão e dando um aperto vigoroso.

- Disponha Diretor - completa o segundo.

...

- Consegui, consegui - vibrava Karen rindo. - Te derrubei papudo!!!!! E agora, quem não está pronta? - continuou ela animadíssima.

O seu pai estava caído no chão e não respondeu nada.

- Levanta pai. Admita que perdeu - disse Karen de novo.

Ele continuava imóvel e em silêncio.

- Pai, isto não é engraçado - disse Karen em um tom preocupado - Pai? Pai?

Silêncio.

- Ai, meu Deus! Será que ele bateu a cabeça? - pensou Karen nervosa e se ajoelhando ao lado do pai. Ela se agachou para levantar a cabeça dele e verificar.

No momento em que ela colocou a mão sob a cabeça do pai, ele segurou seu braço e acertou uma cabeçada em seu bico. A dor e a surpresa a derrubaram no mesmo momento.

Enquanto ela estava no chão gemendo com as duas mãos no bico, seu pai levantou-se. Em seguida, pegou uma braçadeira do bolso e se agachando rapidamente prendeu seus dois pulsos, deixando-a totalmente indefesa.

Finalmente retirou a faca da bainha presa a direita da cintura e se ajoelhou ao lado dela, que ainda gemia com a dor intensa.

- Bom, vamos ver. Se eu fosse um inimigo bonzinho, apunhalaria seu coração e você não sofreria por muito tempo - comentou seu pai, pressionando a ponta da faca no peito de Karen.

Ela ficou gelada ao sentir esta pressão.

- Mas se eu fosse um inimigo malvado, cortaria seu pescoço - continuou seu pai, pressionando o fio da faca abaixo de seu bico. Neste momento ele se aproximou mais do seu rosto e olhou direto dentro dos olhos assustados dela. – E enquanto você estivesse agonizando, afogando-se em seu próprio sangue, seria violentada – concluiu ele em um tom muito sério.

Assim que viu as lágrimas se formando nos olhos de Karen, ele sabia que a mensagem estava entendida. Desencostou a faca do pescoço dela e se levantou dizendo:

- Você é uma menininha ingênua de quinze anos, Karen. Só estará pronta quando não confiar em ninguém, não hesitar diante de nada e não tiver piedade do inimigo.

Com esta última frase, seu pai começou a ir embora.
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MensagemAssunto: Nova Patópolis Volume 02 - Prévias   Seg 10 Dez 2012, 14:37


Algumas prévias do livro Nova Patópolis - Volume 02 [Origens]


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"Solidão" - A infância e treinamento de Karen
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...

- Eu sei, eu sei. Me interessa saber se ela serviria. Senão, eu nem a tiro daqui - explica o primeiro.

- Acredito que sim. Como ela tem uma carga de agressividade muito alta, você poderia direcioná-la para um objetivo - diz o segundo, pigarreando.

- Hmmm. Mas eu precisaria fornecer um ambiente idêntico a sua vida passada - comenta o primeiro - Preciso de um casal que a crie como uma filha legítima.

- É verdade. Mas o ideal mesmo seria esperar mais um tempo para ela esquecer completamente o pai e a mãe - diz o segundo.

- E quanto tempo você acha que ela precisa? - pergunta o primeiro, com a mão no queixo pensativo.

- Hoje ela tem quatro anos. Eu esperaria até pelo menos os sete para leva-la para uma nova casa - arrisca o segundo.

- Vou seguir seu conselho. Nestes três anos, encontrarei um casal de agentes que queira uma filha, com o objetivo de treiná-la - conclui o primeiro.

- Como o senhor preferir, Diretor - concorda o segundo.

- Então por hoje é só, Doutor. Muito obrigado - diz o primeiro, estendendo a mão e dando um aperto vigoroso.

- Disponha Diretor - completa o segundo.

...

- Consegui, consegui - vibrava Karen rindo. - Te derrubei papudo!!!!! E agora, quem não está pronta? - continuou ela animadíssima.

O seu pai estava caído no chão e não respondeu nada.

- Levanta pai. Admita que perdeu - disse Karen de novo.

Ele continuava imóvel e em silêncio.

- Pai, isto não é engraçado - disse Karen em um tom preocupado - Pai? Pai?

Silêncio.

- Ai, meu Deus! Será que ele bateu a cabeça? - pensou Karen nervosa e se ajoelhando ao lado do pai. Ela se agachou para levantar a cabeça dele e verificar.

No momento em que ela colocou a mão sob a cabeça do pai, ele segurou seu braço e acertou uma cabeçada em seu bico. A dor e a surpresa a derrubaram no mesmo momento.

Enquanto ela estava no chão gemendo com as duas mãos no bico, seu pai levantou-se. Em seguida, pegou uma braçadeira do bolso e se agachando rapidamente prendeu seus dois pulsos, deixando-a totalmente indefesa.

Finalmente retirou a faca da bainha presa a direita da cintura e se ajoelhou ao lado dela, que ainda gemia com a dor intensa.

- Bom, vamos ver. Se eu fosse um inimigo bonzinho, apunhalaria seu coração e você não sofreria por muito tempo - comentou seu pai, pressionando a ponta da faca no peito de Karen.

Ela ficou gelada ao sentir esta pressão.

- Mas se eu fosse um inimigo malvado, cortaria seu pescoço - continuou seu pai, pressionando o fio da faca abaixo de seu bico. Neste momento ele se aproximou mais do seu rosto e olhou direto dentro dos olhos assustados dela. – E enquanto você estivesse agonizando, afogando-se em seu próprio sangue, seria violentada – concluiu ele em um tom muito sério.

Assim que viu as lágrimas se formando nos olhos de Karen, ele sabia que a mensagem estava entendida. Desencostou a faca do pescoço dela e se levantou dizendo:

- Você é uma menininha ingênua de quinze anos, Karen. Só estará pronta quando não confiar em ninguém, não hesitar diante de nada e não tiver piedade do inimigo.

Com esta última frase, seu pai começou a ir embora.


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"Vida a Dois" - Uma esposa infeliz conversa com um famoso perito...
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Ludovico entrou na sala com o casaco verde de sempre, carregando alguns livros e já falando:

- Marrgarrrida, querrida! Que bom vê-la porr aqui!

- Olá professor, eu precisava conversar um pouco – responde Margarida.

- Iá, iá – responde Ludovico, sentando-se ao lado dela – É parra ista que estamos aqui.

- Eu quero conversar sobre o meu casamento com o Gastão – começa Margarida – Mais precisamente, sobre a nossa vida a dois.

- Clarro, querrrida – responde Ludovico – Fique tranquila que sou perrita em “Marridos que não dão atenção a esposa”, “Esposas que gastam muito”, “Marrridos que não trabalham” e mais cinco especializações nesta árrea – conclui ele, apontando para seus certificados e menções honrosas, que ocupavam três paredes inteiras.

- Eu não estou feliz, professor – disse Margarida – Imaginava que o dinheiro a vontade, as roupas de grife, o carro e as viagens me fariam bem, mas sinto-me vazia.

- Iá, continue – pede Ludovico.

- Não posso dizer que a culpa seja do Gastão. Ele não me exige nada, não me cobra e nem me questiona. Eu deveria ser a esposa mais feliz do mundo – diz Margarida com o olhar distante.

...

- E sobrre a vida de casal, é satisfatórria? – pergunta o professor.

- Não. Como disse, ele não me procura para nada, muito menos isso. Eu sempre estou sozinha, desde a hora que acordo até quando vou dormir – conclui Margarida.

- Entendi. Minha querrida sinto que você está em uma relação totalmente errrada. Não consigo entenderr apenas uma coisa. Porr que você se casou com ele? – questiona Ludovico, indo ao ponto central da questão.

Margarida não responde imediatamente. Após alguns minutos, com um olhar triste, ela responde:

- Não sei.

- Não sabe ou não querr me dizerr? – insiste o Professor.

Mais alguns minutos em silêncio.

- Eu vou contar desde o início, professor – respondeu finalmente



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"Ka K" - A convocação e as missões da agente especial Ka K. E sua parceria com Donald Duplo.

...

Ela começou a se aproximar, preparando seu charme para pedir educadamente a informação.

- Olá rapazes – disse Ka K, saindo do mato repentinamente.

Os três soldados olharam assustados, mas não chegaram a pegar as armas. Como ela previu, uma menina indefesa não necessitava de atitudes drásticas.

- Quem é você? – perguntou o primeiro soldado, menos surpreso que os outros.

- Isto depende de vocês – respondeu Ka K de forma charmosa – Se responderem as perguntas que vou fazer, sou uma amiga que vai deixa-los irem embora daqui vivos. Se não responderem, sou a pessoa que vai mata-los – concluiu, em um tom amigável.

Os soldados demoraram alguns segundos para entender a mensagem. Aquela patinha magricela e frágil, sem arma alguma, os ameaçando? Os três começaram a rir.

- Olha menina, você deve ter cheirado alguma coisa – disse o segundo soldado - Mas fique tranquila, que somos bonzinhos, não somos rapazes? – questiona o soldado, olhando os outros dois.

Os demais ainda estavam rindo e não responderam.

- Eu vou mostrar para você o quê um soldado bonzinho faz quando aparece uma menina gostosa igual a você por aqui – fala o segundo soldado, se aproximando dela.

- Perfeito, só vão restar dois – pensou a agente.

Um leve sorriso sádico se formou no rosto de Ka K. Esta sensação a acompanhava sempre que ela iria matar alguém.

...

- A culpa é sua, DD – falou Ka K correndo por último do grupo – Se tivesse me deixado matar todos, eles não estariam atrás de nós agora.

- E se um dos seus tiros atingisse a cabeça do nosso objetivo? – respondeu Donald Duplo na frente da fila.

Ka K preferiu não responder.

Donald Duplo havia bolado uma forma de distração que permitiu resgatar a menina, mas não garantiu a fuga. E agora, todos eram alvos no meio daquela floresta.

- Eu sabia que você me mataria um dia, mas achava que demoraria mais – acusava Ka K com raiva – Assim que pusermos a cara para fora do mato para sermos resgatados, levaremos um quilo de chumbo nas costas.

- Calma Ka K, ainda não terminou – respondeu Donald Duplo – Creio que podemos dar um jeito.

Ativando seu computador portátil, Donald Duplo analisou a triangulação GPS, podendo ver onde eles estavam e para onde deveriam ir. Pensou durante um minuto, ativou seu rádio e falou:

- Torre, agente Donald Duplo solicita linha segura.

- Linha Jack Free confirmada agente Donald Duplo – respondeu a voz – Prossiga.

- Status, subtraímos o sujeito incólume do cativeiro. Situação, em fuga para o ponto de extração A, sofrendo perseguição hostil. Câmbio.

- Câmbio – respondeu a voz.

- Posição, novecentos metros com aproximação pelo sudeste. Requisito extração em oito minutos. Câmbio.

- Câmbio. Estou enviando a codificação para seu contato por rádio com o agente especial Black Bird – respondeu a voz – Alcance estimado em quatro minutos.

- Agradeço torre, Donald Duplo desliga – finaliza o agente, desligando o rádio.

- E qual o seu grande plano, senhor super inteligente? – perguntou Ka K sarcasticamente.

- Sairmos vivos daqui – respondeu Donald Duplo.
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MensagemAssunto: Re: Nova Patópolis - A Cidade do Futuro   Qui 13 Dez 2012, 14:17


Nova Prévia - Capítulo "Metralhas"
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Seguiu até o portão e apertou a campainha.

Um dos Metralhas, de número 176-671 abriu a porta de má vontade e falando:

- O quê foi?

- Boa tarde, vim fazer uma visita.

- Hã? Alguém veio nos visitar? E quem é você? – perguntou o Metralha.

- Patinhas – foi a resposta.

O Metralha não acreditou. Olhou bem para o pato parado em seu portão e entrou sem dizer nada.

Após alguns minutos de intenso debate, outro Metralha, 176-761, segue até o portão.

- Olha, não sei o quê você quer, mas não fomos nós. Faz muito tempo que não roubamos nada, exceto
algumas galinhas quando a fome apertou - justifica-se o Metralha.

- Só quero conversar. E se vocês me derem um pouco te atenção, posso arrumar um dinheiro que pagará um jantar completo para todos - foi a resposta do quaquilionário

Ouvindo a palavra “dinheiro”, o Metralha tornou-se muito educado.

...

- Bom, teve uma que o muquirana, digo, o senhor Patinhas escondeu todo seu dinheiro em uma represa – começou 176-671 – Nós conseguimos derrubar os pilares com super-cupins e toda a fortuna caiu nas nossas terras. Mas ele nos mostrou que nadava em dinheiro e quando tentamos, arrebentamos a cabeça.

- É, tenho marcas até hoje – completou 176-761.

- Interessante, continuem – pediu Patinhas.

- Em outra ocasião, nós compramos um farol e conseguimos emprego como lobos do mar – diz 176-167 – De lá, montamos um navio de borracha do pirata Malatesta e conseguimos vários navios do miserá..., digo, do senhor Patinhas. Mas no dia que íamos zerar o investimento, os maldi..., digo, os sobrinhos dele o ajudaram a nos prender.

- Hum, hum... – respondeu Patinhas.

- Depois montamos uma super máquina derrubadora de árvores, a Paulo Bunian, mas o velho, digo, o senhor Patinhas mudou toda a sua fortuna para as árvores de uma floresta – conta 176-617 – Sem querer nós fomos contratados para derrubar as árvores para uma represa e quase chegamos ao dinheiro. Ele criou outra máquina Bunian e detonou a nossa.

- E as tentativas de nos enganar para economizar dinheiro com escoltas? – disse 176-716 – Primeiro ele escondeu ouro junto ao milho. Depois o Rubi Listrado no meio de balas de menta.

- Muito bom – falou Patinhas.

...
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MensagemAssunto: Re: Nova Patópolis - A Cidade do Futuro   Seg 17 Dez 2012, 07:02


Nova Prévia - Capítulo "Tranquilidade"

...

Sem ter nada para fazer, Patinhas começou a pensar longe.

Como sempre, seu primeiro pensamento foi para a mãe que ele quase não via. Mesmo assim, sentia um grande carinho por ela. Convites para morar com ele não faltavam, mas ela sempre preferiu se manter naquele fim de mundo.

Em algumas ocasiões especiais, ela vinha visita-lo e havia uma pequena reunião de família com ele e sua tia que morava próxima.

A última havia sido no Natal. Patinhas comprou o maior peru que conseguiu e montou uma ceia farta para receber sua mãe. Ela estava acostumada a comer bem, então ele não ousaria fazer menos que isto.

Sua tia (e mãe de criação) era bem mais simples pessoalmente. Apesar de ser irmã de sua mãe, a personalidade de ambas eram totalmente diferentes.

Ele nunca havia entendido exatamente o motivo que levou sua mãe a deixa-lo com sua tia. E ela não gostava de falar sobre isto. O máximo que conseguiu arrancar foi que seria muito difícil cria-lo no ambiente em que ela vivia.

...

Sentando-se no sofá, Patinhas pensava em como sua vida era boa.

Repentinamente, o telefone tocou.

Ele levantou-se rapidamente e atendeu no terceiro toque.

- Alô? – disse Patinhas.

- Oi filho – falou sua mãe do outro lado da linha.

- Mãe. A quanto tempo – disse Patinhas com satisfação.

- Eu sei, eu sei. Deixa eu te falar uma coisa. Eu estou no aeroporto de Vancouver. Acabei de sair da área de desembarque – disse sua mãe rapidamente.

- O quê? Como assim? – falou Patinhas muito surpreso.

- Eu estou em Vancouver e estou indo te ver – respondeu a mãe.

Patinhas não estava entendendo nada. Ela nunca aparecia para visita-lo e agora surgia de surpresa?
...
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MensagemAssunto: Re: Nova Patópolis - A Cidade do Futuro   Qua 19 Dez 2012, 07:33

"Pataji" - A infância de uma de nossas principais personagens...
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...

Após uma manhã azarada, Pataji tentaria conseguir alguma coisa a tarde, após as pessoas saírem de suas casas.

Ela viu um casal bonito saindo e vindo em sua direção. Seria sua primeira tentativa.

- Moça, me dá algo para comer? – pediu Pataji com seus olhinhos tristes se aproximando do casal.

- Desculpe minha filha, hoje não temos nada – foi a resposta da moça.

Ela não desanimou. Pelo menos eles não gritaram, xingaram ou bateram nela. Ela preferia pedir para as moças, que normalmente a tratavam melhor.

Um outro casal com uma criança pequena vinha do outro lado.

Pataji correu até eles e pediu de novo:

- Moça, me dá qualquer coisa para comer?

A moça nem respondeu. E ainda pegou seu filho no colo para ela não se aproximar. Em seguida, continuaram andando.

Mais adiante ela reconheceu um velhinho. Para ele era melhor não pedir nada. Da ultima vez, ele a chamara de “menina suja” e bateu com sua bengala em suas pernas.

Existiam algumas casas em que ela também não ousava chegar perto. As vezes as pessoas não gostavam que seu lixo fosse remexido. Claro que era mais fácil expulsar a menina e não ver isto ao invés de fornecer um pouco de comida para que ela não precisasse mexer no lixo.

A tarde ia passando e a fome aumentava cada vez mais. Seu pequeno estômago doía e ela se sentia fraca.

...
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MensagemAssunto: Re: Nova Patópolis - A Cidade do Futuro   Sex 21 Dez 2012, 05:47

"Adeus"
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...


Ele ficou mais de cinco minutos encarando o rosto da paciente, procurando por qualquer movimento.

De repente, as pálpebras se mexeram um pouco.

Patico estava tão concentrado que este leve movimento o assustou, fazendo-o dar um passo para trás.

- Sim, sim – falava, não contendo a felicidade – Você está acordando, finalmente.

O médico reparava em todos os movimentos faciais e dos olhos, mesmo fechados. Ele sabia que o processo de volta do coma tendia a ser demorado.

Com uma felicidade sincera, Patico estava acompanhando a paciente em seu retorno ao mundo dos vivos.

Uma hora e dezoito minutos após o primeiro movimento, o doutor viu os olhos dela se abrindo.

Jane Doe caso 518 estava com os olhos abertos. E olhava diretamente para ele.

...

Após ouvir uma ameaça de morte vindo da mulher que amava, Donald Duplo estava tentando raciocinar.

- Espere Karen - disse Donald Duplo nervosamente, gesticulando as mãos - Me explique o quê está acontecendo.

- Não me chame assim! - gritou Ka K - Eu sou a agente especial Ka K.

- Sem problemas Ka K - corrigiu Donald Duplo, mais nervoso ainda - Mas por favor, me explique o motivo disto.

...

Donald Duplo não estava preocupado com a arma, e sim com os olhos dela e um discreto sorriso em seu rosto. Toda vez que ele a viu assim, algum inimigo morreu na sequência.

- Espere Ka K - disse Donald Duplo, tentando ganhar tempo - Me explique toda esta história, eu prometo que vai ficar tudo bem.

- Promete? PROMETE? - gritou Ka K com muita raiva - Promessas são apenas palavras vazias que não valem nada. Eu ODEIO pessoas que prometem o quê não podem cumprir - finalizou Ka K muito nervosa, engatilhando sua arma.

Donald Duplo percebeu que havia cometido um erro. Os olhos dela estavam cheios de ódio agora e o dedo indicador pressionava o gatilho. Se ele não pensasse rápido, seria o seu fim.

...


"Incidente"
------------

...

- Mas vamos falar agora com Carlito, que está ao vivo no local do grande incêndio. É com você, Carlito – finalizou a repórter.

- Obrigado Brígida – começou o repórter.

- Atrás de onde estou, podemos ver os restos do grande incêndio que começou ontem em seis locais simultaneamente. A maior parte da área industrial foi evacuada e estima-se nenhuma vítima fatal.

- Felizmente o incêndio começou pequeno, permitindo a fuga dos funcionários. Os bombeiros e a defesa civil não souberam explicar o motivo do fogo e preferem esperar o resultado da perícia para se manifestarem.

- É com você, Brígida – terminou o repórter.

- Obrigada Carlito – retomou Brigida.

- Em nota a imprensa, o prefeito não quis gravar uma entrevista. Ele citou que o mais importante agora era salvar as vítimas. Estes dois incidentes isolados ocorreram quase na sequência...

Havia sido a primeira citação a palavra “incidente”.

- Estaremos acompanhando de perto o trabalho de resgate... – continuou a repórter.


...


- Então o que peço a todos os Patapolenses que estão me ouvindo é que saiam de suas casas. Vamos evacuar a cidade. Quem puder sair, vá para longe e só volte quando tudo se normalizar.

- Mas prefeito, assim o senhor vai deixar os cidadãos em pânico – gritou um repórter ao fundo.

- Meu amigo, eu prefiro um pequeno pânico a perda de vidas. Eu repito. Todos que puderem sair da cidade o façam imediatamente. Os pedágios estão liberados e ônibus circulares estarão a disposição 24 horas por dia com destino a Gansopólis.

- É apenas isto, senhores – finalizou o prefeito, ignorando as perguntas e protestos dos repórteres.

...
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agibiteca
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MensagemAssunto: Re: Nova Patópolis - A Cidade do Futuro   Sex 18 Jan 2013, 04:55


Prezados amigos,

Bom dia a todos. Eu estava de férias até semana passada e agora estou voltando ao trabalho

Após o grande sucesso do Volume 01 - A Cidade do Futuro (1150 downloads e 6500 leitores online até ontem), continuamos com a saga dos nossos amigos patos em um ambiente humano, realista e denso.

Neste volume, as histórias de duas mulheres explicam a maioria dos eventos citados e ocorridos até aqui. O fatídico Incidente começa e podemos ver como ele vai afetar nossos queridos amigos.

Temos grandes participações de Ludovico Von Pato, Irmãos Metralhas, Tio Patinhas, Donald Duplo e muitos outros...

Vocês podem conseguir uma cópia ou ler a partir do site:

http://agibiteca.blogspot.com.br/2013/01/lancamento-oficial-nova-patopolis.html

Grande abraço a todos,

Daniel
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Nova Patópolis - A Cidade do Futuro

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